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segunda-feira, 31 de maio de 2010

Um Escritório Virtual pode viabilizar a sua empresa (2)

No post anterior (Um Escritório Virtual pode viabilizar a sua empresa - 1) vimos como a redução dos investimentos iniciais na abertura ou expansão de uma empresa não apenas melhora o retorno do capital como pode, até mesmo, viabilizar o empreendimento.

Hoje analisaremos outros dois aspectos importantes dos negócios, agora na fase operacional: o “Custo Fixo” e o “Custo Variável”.


(Não entrarei aqui na diferença conceitual entre custo e despesa, neste texto tomados como sinônimos).

O custo fixo (CF) é tradicionalmente definido como a soma dos dispêndios que permanecem (razoavelmente) inalterados, qualquer que seja o volume de produção. São exemplos os custos de limpeza e conservação, aluguéis e salários.

Já os custos variáveis (CV) mudam proporcionalmente de acordo com o nível de produção. São exemplos o custo de matérias-primas, insumos e comissões de vendas.

Assim, uma empresa terá seu custo mensal dividido entre dispêndios que aumentam quando a produção aumenta e diminuem quando esta diminui (variáveis) e outros que não se alteram (fixos), podendo existir até mesmo se a produção for zero.


Na prática, custos fixos não são tão fixos assim, podendo variar significativamente entre faixas de produção/venda. Outros custos, como energia elétrica, podem ser fixos ou variáveis dependendo do tipo de atividade (fixos, para trabalhos de escritório; variáveis para fábricas).

Embora simplistas, as definições anteriores são importantes para o gestor do negócio, principalmente por permitir o uso de um terceiro conceito: a “Margem de Contribuição”.

A margem de contribuição (MC) é a diferença entre o preço de venda (PV) do produto ou serviço e o custo variável necessário para fabricá-lo ou executá-lo.

Isto é: MC = PV - CF


A margem de contribuição é o valor que a empresa tem para pagar as despesas fixas e gerar o lucro líquido.

Quanto maior o custo fixo, maior a dependência da empresa de suas vendas. Meses fracos poderão apresentar até mesmo margem negativa (caso em que a empresa apresentará prejuízo). Por outro lado, aumentar o preço de venda (PV) para melhorar a MC pode ter o efeito inverso se o mercado for competitivo, pois as vendas absolutas poderão cair a ponto de reduzir a receita da empresa.


Idealmente, portanto, a empresa deveria ter apenas custos variáveis, pois bastaria manter um preço superior ao custo para garantir o lucro no final do mês.

Transformando custos fixos em variáveis

A pergunta, então, é: como transformar CF em CV? Ora, o leitor atento já percebeu que uma das maneiras é pela contratação de um escritório virtual!


Vejamos novamente a lista dos típicos custos fixos de uma empresa: limpeza e conservação, aluguéis e salários.


Se for possível à empresa compartilhar espaço físico, pessoal de atendimento e recursos administrativos, já terá dado um grande passo na redução de seus custos fixos. E essa é exatamente a proposta dos escritórios virtuais.

Em lugar de um aluguel fixo (com elevados custos de conservação, condomínio, taxas, energia etc. também fixos), a empresa passará a ter custos variáveis (alugando salas apenas quando necessário). Permanecerá um custo fixo quase simbólico (mensalidade do plano).

A mesma lógica se aplica aos salários do pessoal de atendimento, que estarão embutidos no valor da mensalidade do escritório virtual.


Com menores custos fixos e maior proporção de custos variáveis, a empresa estará mais apta a enfrentar um mercado concorrencial, variações sazonais no volume de vendas, reajustes de salários e insumos, entre outros.

Mais importante: outros benefícios poderão ser auferidos com a contratação de um escritório virtual, como agilidade e flexibilidade, tão necessárias em um mercado competitivo e volátil, como é o caso da maioria dos negócios de hoje em dia.

Mas esse assunto fica para nosso próximo artigo.


Se você se interessou pelo tema, leia também:


Um Escritório Virtual pode viabilizar a sua empresa (1)

segunda-feira, 22 de março de 2010

Um Escritório Virtual pode viabilizar a sua empresa (1)

“Retorno do investimento”. Essa expressão mágica, tantas vezes repetida por empreendedores, consultores, economistas e administradores como sinônimo de sucesso é, contudo, ainda mal compreendida por muitos.

Junto com “custo de oportunidade” formam o mantra usado para definir se um empreendimento será ou não viável para o investidor.

Tal qual um ser biológico, o capital precisa crescer e se multiplicar. O retorno do investimento nada mais é do que o empreendedor conseguir, ao final de um período, não apenas lucrar, mas recuperar todo o capital investido, acrescido de um valor extra.

Alguns pensam que uma boa empresa é a que tem um bom lucro. Será?

Vamos comparar. Imagine que o gerente do seu banco lhe ofereça o seguinte negócio: você aplica R$ 50 mil para receber 5% ao mês de remuneração. Parece um excelente investimento! Mas o gerente continua: ao final de 1 ano, você fica com os rendimentos e o banco com seu capital inicial de R$ 50 mil.

Você faz as contas rapidamente e percebe que sairá com cerca de R$ 39.792,82 ― menos que os R$ 50 mil investidos! Esse gerente é um amigo da onça...

É claro que este é um exemplo hipotético. Em um típico investimento financeiro você recebe, ao final de um período, tanto seu capital inicial de volta quanto o capital adicional (rendimento). O que é tão óbvio quando se fala em fundos de investimento, é às vezes é ignorado por quem quer começar um negócio.

Imagine agora que você, para montar uma empresa, aluga um imóvel e investe R$ 100 mil (entre reformas, mobiliário e infraestrutura). Vamos supor que você consiga lucrar mensalmente R$ 5 mil (retirados como pro labore).

Um lucro de 5% ao mês. Ótimo negócio? Façamos as contas.

Ao final de 1 ano, você terá retirado R$ 60 mil. Se, em vez disso, tivesse deixado os R$ 100 mil em uma caderneta de poupança (considerando um rendimento mensal de 0,5 %), teria na mesma data R$ 106.167,78.

Apenas no 23° mês seu lucro (R$ 115 mil) ultrapassaria seu saldo na poupança (R$ 112.155,20).

Isso considerando que o lucro permanecerá constante. Na prática, você terá custos crescentes (salários, despesas operacionais, impostos) e uma receita variável, ao sabor do mercado. Enquanto na poupança, seu dinheiro cresce enquanto você dorme...

Vale o risco?

Este exemplo visa apenas ressaltar a importância de se avaliar o “retorno do investimento”. Esse retorno virá em um prazo mais rápido se os lucros forem maiores...

... ou se os investimentos forem menores!

Vamos supor que você, um empreendedor bem informado, contratou um escritório virtual para abrigar sua empresa.

Sendo o investimento inicial praticamente nulo, você pode usar o capital de R$ 100 mil em marketing, treinamento etc. Ou, até mesmo, deixá-lo na caderneta de poupança, embalando seu sono! Nesse caso, todo o lucro de sua empresa será capital adicional!

Mas será que a empresa continuará lucrando com um escritório virtual?

Provavelmente lucrará ainda mais. Mas isso veremos em nosso próximo post.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Um Escritório Virtual pode viabilizar a sua empresa (introdução)

Muitos dos clientes de escritórios virtuais são empreendedores abrindo novos negócios, ou buscando reduzir custos de empresas existentes.

Fazem parte de um grupo que já entendeu as vantagens que os escritórios virtuais podem trazer para empresas novas ou maduras que buscam otimizar sua competitividade.

Ainda há, contudo, muitos profissionais que desconhecem os benefícios que os escritórios virtuais podem trazer para seus negócios. Esta pequena série de posts visa esclarecer tais benefícios, discutindo fundamentos econômicos e estratégicos de maneira (espero) simples e acessível.

No próximo dia 22 de março publicarei o primeiro post da série, que abordará o conceito de “retorno do investimento”. Basta ter um bom lucro para se ter um bom negócio? Vale a pena investir em um novo empreendimento? Como um escritório virtual pode influir nessas respostas?

Até segunda-feira.